Reflexão & Ação (Jan 2007)
Narrativas em convergências: ser-agir em uma metodologia complexa / Narratives in convergences: being-acting in a complex methodology
Abstract
Esse estudo questiona a suficiência dos aportes teóricos vinculados ao paradigma da complexidade para a emergência de uma metodologia complexa da aprendizagem e demais afazeres do campo da educação. Nossas hipóteses partem da convicção de que tais constructos dão conta dessas especificidades, potencializando o conhecer como um ser-agir em convivência. Procuramos demonstrar essa perspectiva, nesse texto, procedendo à descrição do funcionamento do Grupo de Ações e Investigações Autopoiéticas - GAIA, colocando-nos como sujeitos das ações de pesquisa, como observadores implicados no ato mesmo de observar, o que vincula este estudo às abordagensautopoiéticas e metacognitivas. O desafio é possibilitar, a partir de vivências dialógicas em ambientes complexos como as redes presenciais e virtuais de aprendizagens, novas compreensões acerca da inseparabilidade do conhecer-viver como fluxo passível de aplicação na educação. Articulando pesquisas de diferentes áreas do conhecimento, os pesquisadores envolvidos com o GAIA tendem a convergir na defesa de uma educação que se tece junto; que faz emergir o respeito mútuo, a amorosidade e também a morosidade necessária ao ser-agir na consciência de que cada organismo conspira para a vida com seu próprio ritmo e implicações cósmicas. Nossas conclusões apontam para vínculos significativos entre os recortes teóricos apresentados e a compreensão do observar-agir com um modo de pesquisar e de aprender, tendo como veículos as narrativas dogrupo em convergências diversas, processo que nominamos como ontoepistemogênese. Além disso, demonstramos com esse estudo a processualidade das narrativas como fluxos que nos permitem mapear uma metodologia complexa, que emerge e faz emergir o ser-conhecer a partir de padrões que conectam e marcadores conceituais.AbstractEse estudio cuestiona la suficiencia de los aportes teóricos vinculados al paradigma de la complejidad para la emergencia de una metodología compleja del aprendizaje y demás quehaceres del campo de la educación. Nuestras hipótesis parten de la convicción de que tales constructos dan cuenta de esas especificidades, potencializando el conocer como un ser-actuar en convivencia. Buscamos demostrar esa perspectiva, en ese texto, procediendo a la descripción del funcionamiento del Grupo de Acciones e Investigaciones autopoiéticas (GAIA), poniéndonos como sujetos de las acciones de pesquisa, como observadores implicados en el acto de observar, lo que vincula este estudio a los abordajes autopoiéticos y meta cognitivos. El reto es posibilitar, a partir de vivencias dialógicas en ambientes complejos como las redes presenciales y virtuales de aprendizaje, nuevas comprensiones acerca de la inseparabilidad del conocer-vivir como flujo pasible de aplicación en la educación. Articulando encuestas de distintas áreas del conocimiento, los investigadores envueltos con GAIA, tienden a convergir en defensa de una educación que se teje junto; que hace emerger el respeto mutuo, la amorosidad y también la morosidad necesaria al ser-actuar en la conciencia de que cada organismo conspira para la vida con su propio ritmo e implicaciones cósmicas. Nuestras conclusiones apuntan para vínculos significativos entre los recortes teóricos presentados y la comprensión del observar-actuar como un modo de pesquisar y de aprender, teniendo como vehículos las narrativas del grupo en convergencias diversas, proceso que nombramos como ontoepistemogénesis. Además de eso, demostramos con ese estudio el proceso de las narrativas como flujos que nos permiten plantear unametodología compleja, que emerge y hace emerger el ser-conocer a partir de padrones que conectan y de marcadores conceptuales.