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O uso de psicofármacos por crianças e adolescentes em um Centro de Atenção Psicossocial Infantil

Infarma: Pharmaceutical Sciences. 2019;31(3):210-218 DOI 10.14450/2318-9312.v31.e2.a2019.pp210-218

 

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Journal Title: Infarma: Pharmaceutical Sciences

ISSN: 0104-0219 (Print); 2318-9312 (Online)

Publisher: Federal Council of Pharmacy

Society/Institution: Federal Council of Pharmacy

LCC Subject Category: Medicine: Pharmacy and materia medica

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Spanish, Portuguese, English

Full-text formats available: PDF, HTML, ePUB

 

AUTHORS


Orfila Rafaela Trindade da SILVA (Escola de Saúde, Curso de Psicologia. Faculdade Meridional, IMED)

Michele Marinho da SILVEIRA (Escola de Saúde, Curso de Psicologia. Faculdade Meridional, IMED)

EDITORIAL INFORMATION

Double blind peer review

Editorial Board

Instructions for authors

Time From Submission to Publication: 10 weeks

 

Abstract | Full Text

Nas últimas décadas houve um aumento significativo de crianças e adolescentes submetidas a tratamento psicofarmacológico. Há um crescente número de medidas interventivas médico-pedagógicas, a partir da proliferação de diagnósticos e prescrições de medicamentos para esta parcela da população. Assim, o objetivo foi verificar a utilização de psicofármacos por crianças e adolescentes de um Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi), por meio de uma pesquisa retrospectiva e transversal, com dados de 319 prontuários de um CAPSi da região norte do Rio Grande do Sul, no período de janeiro de 2016 a dezembro de 2017. Entre as crianças e adolescentes que frequentavam o CAPSi 66,7% faziam uso de psicofármacos, entre eles, os mais prescritos foram o antipsicótico risperidona com 36,3% e o estimulante metilfenidato 15,8%. A maioria dos usuários de psicofármacos era do sexo masculino (44,5%), com maior prevalência de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (17,9%) e sintomas depressivos (8,5%), encaminhados pelo Centro Municipal de Atendimento Especializado (27,3%) e Conselho Tutelar )16,6%). Portanto, este estudo revelou um uso elevado de psicofármacos e, consequentemente, medicamentos usados com hipóteses diagnósticas ou sem um diagnóstico, tratando sintomas advindos de demanda escolar e familiar.