Reconhecimento e construção da competência da pessoa com deficiência na organização em debate

RAUSP: Revista de Administração da Universidade de São Paulo. 2012;47(1):07-21 DOI 10.5700/rausp1022

 

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Journal Title: RAUSP: Revista de Administração da Universidade de São Paulo

ISSN: 0080-2107 (Print); 1984-6142 (Online)

Publisher: Universidade de São Paulo

LCC Subject Category: Social Sciences: Commerce: Business

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Portuguese, Spanish; Castilian, English

Full-text formats available: PDF, HTML, XML

 

AUTHORS

Danielle Cristine Beltrão (Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Janette Brunstein (Universidade Presbiteriana Mackenzie)

EDITORIAL INFORMATION

Double blind peer review

Editorial Board

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Time From Submission to Publication: 16 weeks

 

Abstract | Full Text

Neste artigo, pretende-se analisar experiências de desenvolvimento de competências e reconhecimento profissional da pessoa com deficiência já inserida no contexto organizacional, considerando os principais atores envolvidos nesse processo. Trata-se de um estudo de caso qualitativo, realizado em uma multinacional farmacêutica, sediada no estado de São Paulo, em que se teve por objetivo descrever e discutir as práticas formais de desenvolvimento profissional da pessoa com deficiência (PcD) adotadas por essa organização, bem como as experiências informais pelas quais passaram esses indivíduos na empresa em questão. Além disso, buscou-se analisar a articulação entre atores externos que estavam imbricados no processo de inclusão, a saber: o sindicato das indústrias farmacêuticas e uma organização não governamental (ONG) especializada em PcDs. Os resultados problematizam a iniciativa de promover um processo de construção e desenvolvimento de competências por meio de experiências formais e informais, e mesmo de autodesenvolvimento, específicas para a PcD. Nesse sentido, a experiência em estudo revelou que nessa iniciativa prevaleceram as premissas acerca das limitações decorrentes das características biológicas dos indivíduos, já que as práticas de desenvolvimento nem sempre trabalharam sobre o potencial desses profissionais, que pouco avançaram, considerando-se as possibilidades que a organização oferece. Outro resultado relevante é que, embora a articulação entre empresa e agentes externos ocorra, não há um diálogo nem uma parceria efetiva que permita fazer avançar o processo de inclusão e de desenvolvimento desse grupo de profissionais. Ao final, procurou-se apresentar ainda elementos que permitam a reflexão sobre a condução de programas organizacionais voltados à PcD e suas implicações, que podem estar a serviço tanto da promoção como da manutenção do status quo da PcD na corporação.