A indústria farmacêutica e psicanálise diante da "epidemia de depressão": respostas possíveis

Psicologia em Estudo. 2014;19(1):135-144 DOI 10.1590/1413-7372189590013

 

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Journal Title: Psicologia em Estudo

ISSN: 1413-7372 (Print); 1807-0329 (Online)

Publisher: Universidade Estadual de Maringá

LCC Subject Category: Philosophy. Psychology. Religion: Psychology

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Portuguese, Spanish; Castilian, French, English

Full-text formats available: PDF, HTML

 

AUTHORS

Letícia Vier Machado (Universidade Federal de Santa Catarina)
Rodrigo Ramires Ferreira (Universidade Estadual de Maringá)

EDITORIAL INFORMATION

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Time From Submission to Publication: 28 weeks

 

Abstract | Full Text

O crescimento de diagnósticos de depressão verificado na atualidade vem acompanhado da ampliação do mercado da indústria farmacêutica, do comércio de antidepressivos e do fenômeno da medicalização da vida. O objetivo do estudo teórico é analisar os fatores que subjazem ao que o sociólogo Philippe Pignarre denominou de "epidemia de depressão", fenômeno complexo que não deve ser reduzido a fatores unicamente biológicos ou sociais, mas carrega em seu bojo uma economia de fármacos em expansão. Serão levantados alguns dados sobre as estratégias da indústria farmacêutica para ganhar o terreno em expansão dos diagnósticos e elevar seus medicamentos ao patamar de produtos a serem consumidos, tornando-se um dos setores mais rentáveis do mundo. Em seguida, questiona-se o estatuto da psicanálise na sociedade medicalizada, a partir das críticas que esta tem recebido nas últimas décadas, sobretudo na França, revelando a incapacidade do sujeito contemporâneo de expressar em palavras o sofrimento que o acomete.