Precarização e individualização: em que sociedade vivemos?: reflexões sobre a validade empírica do "discurso sobre a segunda modernidade"

Civitas - Revista de Ciências Sociais. 2007;7(2):129-151

 

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Journal Title: Civitas - Revista de Ciências Sociais

ISSN: 1519-6089 (Print); 1984-7289 (Online)

Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (EDIPUCRS)

Society/Institution: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

LCC Subject Category: Social Sciences: Social sciences (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Portuguese

Full-text formats available: PDF

 

AUTHORS

Thole, Werner
Ahmed, Sarina
Höblich, Davina

EDITORIAL INFORMATION

Blind peer review

Editorial Board

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Time From Submission to Publication: 35 weeks

 

Abstract | Full Text

Fundamentalmente é possível identificar, na discussão sobre os contornos e as conseqüências das dinâmicas do desenvolvimento social, dois diagnósticos sobre a desigualdade social. De um lado se observa uma desestruturação da desigualdade social, por outro, e em contradição a ela, uma crescente polarização da sociedade. Mediante o recurso a estudos recentes o presente artigo pergunta criticamente pela estrutura social da República Federal da Alemanha e por indicadores de uma mudança na estrutura da desigualdade social. Constatações empíricas sobre orientações sócio-culturais, aspirações de formação, modos de comportamento no tempo livre e preferências no estilo de vida são reunidas e discutidas em relação a sua dependência da origem social e em relação a constância e mobilidade sociais. Estes estudos revelam que, se bem é verdade que tenha havido tendências de desestruturação e de mobilidade social, elas não foram claras e generalizadas; por outro lado, tampouco são claras e generalizadas as tendências a uma reprodução das estruturas de desigualdade específicas de classe. A análise da relação entre situação de classe, bemestar social e condições de vida nas áreas satisfação com a vida, qualidade da moradia e dificuldades financeiras apoiam a tese da teoria da modernização sobre o aumento de riscos e situações de dificuldades independentemente da classe. Contudo, os estudos mostram também que são sempre e sobretudo as camadas pobres em recursos econômicos e sócio-culturais as que pouco participam das opções sociais de mobilidade. A recomendação formulada com base nestes resultados é um voto em favor do abandono dos enfoques monocausais e unidimensionais nas interpretações e na ênfase de relações causais