A pólis arquipélago: notas do acompanhamento terapêutico

Psicologia & Sociedade. 2013;25(spe2):2-8 DOI 10.1590/S0102-71822013000600002

 

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Journal Title: Psicologia & Sociedade

ISSN: 1807-0310 (Online)

Publisher: Associação Brasileira de Psicologia Social

LCC Subject Category: Philosophy. Psychology. Religion: Psychology | Social Sciences: Social sciences (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Spanish; Castilian, French, Portuguese

Full-text formats available: PDF, HTML, XML

 

AUTHORS

Maurício Porto (Universidade de São Paulo)

EDITORIAL INFORMATION

Double blind peer review

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Time From Submission to Publication: 36 weeks

 

Abstract | Full Text

Este artigo discute algumas consequências teóricas derivadas do fazer singular do acompanhamento terapêutico (AT). Como no AT não há nem lugar fixo, nem propriedade privada - características ordinárias das instituições de tratamento, sejam equipamentos públicos, sejam consultórios particulares -, então o espaço onde ele acontece é o chão comum e o céu aberto. Essa condição primeira implica uma espécie de "novidade absoluta do encontro", e a terapêutica se encaminha por uma "fala pedestre" enunciada pelas passagens e pelas movimentações na cidade. A experiência de transitar para além das quatro paredes das diversas instituições de tratamento dispõe, como plano transferencial, um cenário composto de indivíduos e universos que se interpenetram e se constituem, constituindo mundos. Por tudo isso, o AT é um campo propício para pensar a atualidade das redes individuais e das redes coletivas, por exemplo, novas famílias e familiaridades.