Debates em Psiquiatria (Jun 2016)

Telemedicina, telepsiquiatria e depressão perinatal

  • Renan Rocha,
  • Joel Rennó Jr.,
  • Hewdy Lobo Ribeiro,
  • Juliana Pires Cavalsan,
  • Amaury Cantilino,
  • Jerônimo de Almeida Mendes Ribeiro,
  • Gislene Valadares,
  • Antônio Geraldo da Silva

DOI
https://doi.org/10.25118/2236-918X-6-3-1
Journal volume & issue
Vol. 6, no. 3

Abstract

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A depressão perinatal (DP) é a complicação obstétrica com maiores índices de subdiagnóstico e um importante fator de risco para o suicídio, considerado uma das causas mais comuns de mortalidade materna. Consequentemente, a atenção à saúde mental deve ser considerada uma das prioridades médicas durante a gestação e o puerpério, pois a identificação precoce da DP pode produzir benefícios substanciais para a saúde materna, infantil e familiar. O principal instrumento psicométrico para a prevenção secundária da DP é a Escala de Depressão Pós-Parto de Edimburgo, validada para brasileiros e para aplicação por telemedicina (TM). A utilização da TM é considerada um grande avanço também na obstetrícia. A aplicação de instrumentos psicométricos por TM produz informações com acurácia semelhante ou maior do que o modo de registro local com papel e caneta, além de permitir maior honestidade devido à maior percepção de privacidade, reduzindo, assim, a influência da psicofobia. Portanto, a utilização da TM e da telepsiquiatria na saúde mental da mulher apresenta-se como um recurso estratégico para ampliar o acesso e melhorar os resultados do rastreamento da DP.

Keywords