Lingüística (2020-06-01)

COMO POSSO TE ACHAR NO FACEBOOK? VOCÊ ME ACHA COMO... QUESTÕES SOBRE METONÍMIA, MODERNIDADE LÍQUIDA E EMOÇÃO NA ANTROPONÍMIA

  • A. Ariadne Domingues Almeida

DOI
https://doi.org/10.5935/2079-312X.20200005
Journal volume & issue
Vol. 36, no. 1
pp. 81 – 101

Abstract

Read online

Apresentamos resultados de um estudo que objetivou, principalmente, refletir sobre o uso de antropônimos criativos no Facebook. Para embasar a discussão, empregamos, como norte teórico, a Linguística Cognitiva, dialogando com autores como Lakoff (1987), por compreendermos que a metonímia alicerça a criação desses antropônimos. Ademais, considerando a natureza interdisciplinar dessa área, trouxemos Bauman (2005), para as discussões, por entendermos que a modernidade líquida, também, interfere no seu uso, assim como dialogamos com Damásio (2011), por acreditarmos que as emoções os geram. No âmbito metodológico, adotamos a abordagem qualitativa e hermenêutica do corpus que, por sua parte, foi constituído por antropônimos coletados da referida rede social. Estabelecemos três categorias de estudo: Metonímias convencionais; Metonímias não convencionais e Antroponímia, emoção, identidade e tempos líquidos. Concluímos, entre outros resultados, que a metonímia é, de fato, o mecanismo que estrutura essa antroponímia e que as mulheres são mais propensas ao seu uso.

Keywords