Em busca de uma fundamentação para a Memética Searching for a foundations of memetics

Trans/Form/Ação. 2013;36(1):187-210

 

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Journal Title: Trans/Form/Ação

ISSN: 0101-3173 (Print); 1980-539X (Online)

Publisher: Universidade Estadual Paulista

LCC Subject Category: Philosophy. Psychology. Religion: Philosophy (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Portuguese, English

Full-text formats available: PDF, HTML, XML

 

AUTHORS

Gustavo Leal-Toledo

EDITORIAL INFORMATION

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Time From Submission to Publication: 17 weeks

 

Abstract | Full Text

O conceito de memes surgiu em 1976 com Richard Dawkins, como um análogo cultural dos genes. Deveria ser possível estudar a cultura através do processo de evolução por seleção natural de memes, ou seja, de comportamentos, ideias e conceitos. O filósofo Daniel Dennett utilizou tal conceito como central em sua teoria da consciência e pela primeira vez divulgou para o grande público a possibilidade de uma ciência dos memes chamada "memética". A pesquisadora Susan Blackmore (1999) foi quem mais se aproximou de uma defesa completa de tal teoria. No entanto, a memética sofreu pesadas críticas e ainda não se constituiu como uma ciência, com métodos e uma base empírica bem definida.<br>The concept of memes was created by Richard Dawkins in 1976 as a cultural analogue of genes. It suggests the possibility of studying culture through a process of evolution through natural selection of memes, that is, of behaviors, ideas and concepts. The concept became central for the philosopher Daniel Dennett, who employed it in his theory of consciousness and made the possibility of a science of memes, called "memetics", known to the general public. Susan Blackmore (1999) comes closest to giving a complete defense of such a theory. However, memetics has been the target of heavy criticism, and has still not established itself as a science, with specific methods and a well-defined empirical basis.