Do bullying ao preconceito: os desafios da barbárie à educação From bullying to prejudice: the challenges from barbarism to education

Psicologia & Sociedade. 2008;20(1):33-41 DOI 10.1590/S0102-71822008000100004

 

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Journal Title: Psicologia & Sociedade

ISSN: 1807-0310 (Online)

Publisher: Associação Brasileira de Psicologia Social

LCC Subject Category: Philosophy. Psychology. Religion: Psychology | Social Sciences: Social sciences (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Spanish; Castilian, French, Portuguese

Full-text formats available: PDF, HTML, XML

 

AUTHORS

Deborah Christina Antunes
Antônio Álvaro Soares Zuin

EDITORIAL INFORMATION

Double blind peer review

Editorial Board

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Time From Submission to Publication: 36 weeks

 

Abstract | Full Text

O objetivo deste artigo é realizar uma análise crítica de um tipo de violência escolar que vem sendo estudado no Brasil nos últimos anos, denominado bullying. Para isso, apresenta inicialmente seu conceito, a descrição dos comportamentos enquadrados, suas classificações, causas e determinantes. Por meio da crítica à razão instrumental realizada principalmente por Adorno e Horkheimer, denuncia-se como o conceito de bullying pertence a uma ciência pragmática que atende à manutenção da ordem vigente ao invés de colaborar para a emancipação dos indivíduos. Por fim, ao apresentar o conceito de preconceito aponta que se trata do mesmo fenômeno e que, como indicado pelos autores da Escola de Frankfurt, não deve ser combatido via imperativos morais, mas pela reconstituição da capacidade de experienciar nas diversas relações sociais vividas.<br>The aim of this article is to achieve a critical analysis on one kind of school violence, called bullying, that has been studied in Brazil in the last couple of years. To do this, it begins introducing the concept of bullying, description of typical behaviors, its inner classifications, causes and determinants. By using critique to instrumental reason made by Adorno and Horkheimer, it reveals how the concept of bullying concerns to one pragmatic science that answers to a status quo instead of collaborating to the individual's emancipation. Finally, it shows the concept of prejudice and concludes that both are the same phenomenon, and as indicated by the authors of Frankfurt School, must not be combated with moral imperatives, but by the reconstitution of the capacity to have experiences in the various social relationships lived.