Revista Brasileira em Promoção da Saúde (Mar 2015)

Avaliação do risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 em população universitária

  • Alessandra Tanuri Magalhães,
  • Baldomero Antonio Kato da Silva,
  • Jéssica Alves Ribeiro,
  • Joaquim Fontes de Aguiar Bisneto,
  • Lana Priscilla Ibiapina Pereira,
  • Nádia Veras Machado,
  • Cristiano Sales da Silva,
  • Vinicius Saura Cardoso

DOI
https://doi.org/10.5020/18061230.2015.p5
Journal volume & issue
Vol. 28, no. 1
pp. 5 – 15

Abstract

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Objetivo: Verificar a prevalência dos fatores de risco para desenvolver diabetes mellitus tipo 2 (DM2) em uma população universitária. Métodos: Estudo observacional, transversal, realizado entre 2013 e 2014 em uma universidade de Parnaíba-PI, com indivíduos maiores de 18 anos que estudam ou trabalham no campus. Do total populacional disposto no campus (4.310 pessoas), participaram da pesquisa 74% (111) dos docentes (G1), 77,68% (94) dos técnicos administrativos (G2) e 32,10% (1.299) dos discentes, totalizando 1.504 indivíduos que responderam ao questionário “Are you at risk for type 2 diabetes?”, traduzido para a língua portuguesa, de forma impressa, individual e anônima, com as respostas obtidas através de autopreenchimento. Calculou-se o risco de desenvolver DM2 para cada grupo, a associação entre o grupo e o risco de DM2 com teste do Qui-Quadrado (p<0,05) e o risco relativo (RR) para desenvolvimento de DM2 considerando os escores obtidos no grupo. Resultados: A amostra contemplou 34,89% (1504) do n amostral. O risco de DM2 foi apresentado por 16,21% (18) dos indivíduos do G1, 13,82% (13) do G2 e 1,23% (16) do G3. Quanto à hipertensão, verificou-se a incidência de 17,1% (19) no G1, 12,8% (12) no G2 e 5,9% (77) no G3. Nos G1, G2 e G3, 59,5% (66), 38,3% (36) e 41,26% (536), respectivamente, não eram fisicamente ativos. O risco de desenvolver DM2 foi elevado no G1 e no G2, significativamente diferente do G3. Conclusão: Encontrou-se a prevalência do risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 (DM2) de 16,21% no grupo de docentes, 13,82% no grupo de técnicos administrativos e 1,23% no grupo de discentes, destacando-se a obesidade e a inatividade física como fatores de risco mais comuns.

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