Love and rationality: on some possible rational effects of love

Kriterion. 2007;48(115):127-144 DOI 10.1590/S0100-512X2007000100008

 

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Journal Title: Kriterion

ISSN: 0100-512X (Print)

Publisher: Universidade Federal de Minas Gerais

LCC Subject Category: Philosophy. Psychology. Religion: Philosophy (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: English, French, German, Italian, Spanish; Castilian, Portuguese

Full-text formats available: PDF, HTML

 

AUTHORS

Gustavo Ortiz-Millán

EDITORIAL INFORMATION

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Time From Submission to Publication: 28 weeks

 

Abstract | Full Text

In this paper I defend the idea that rather than disrupting rationality, as the common-sense conception has done it, love may actually help us to develop rational ways of thinking and acting. I make the case for romantic or erotic love, since this is the kind of love that is more frequently associated with irrationality in acting and thinking. I argue that this kind of love may make us develop epistemic and practical forms of rationality. Based on an analysis of its characteristic action tendencies, I argue that love may help us to develop an instrumental form of rationality in determining the best means to achieve the object of love. It may also narrow down the number of practical considerations that may help us to achieve our goals. Finally, love may generate rational ways of belief-formation by framing the parameters taken into account in perception and attention, and by bringing into light only a small portion of the epistemic information available. Love may make us perceive reality more acutely.<br>Neste artigo defendo a idéia de que, em vez de perturbar a racionalidade, como a concepção do senso comum o faz, o amor pode, na verdade, ajudar-nos a desenvolver modos racionais de pensar e agir. Dou bons argumentos para o amor romântico ou erótico, uma vez que esse é o tipo de amor que é mais freqüentemente associado à irracionalidade no agir e no pensar. Argumento que esse tipo de amor pode fazer-nos desenvolver formas epistêmicas e práticas de racionalidade. Com base em uma análise de suas tendências características para a ação, argumento que o amor pode ajudar-nos a desenvolver uma forma instrumental de racionalidade para se determinar o melhor meio de atingir o objeto de amor. Ele também pode limitar o número de considerações práticas que podem ajudar-nos a atingir os nossos objetivos. Finalmente, o amor pode gerar modos racionais de formação de crenças ao estruturar os parâmetros considerados na percepção e na atenção e ao revelar somente uma pequena parcela da informação epistêmica disponível. O amor pode fazer-nos perceber a realidade de um modo mais vivo.