Jornal de Assistência Farmacêutica e Farmacoeconomia (Nov 2024)
Atenção farmacêutica na hipertensão arterial e diabetes mellitus na atenção básica: caso clínico
Abstract
Atenção Básica (AB) é um conjunto de intervenções de saúde no âmbito individual e coletivo que envolve: promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação. Hipertensão Arterial (HA) é um doença crônica caracterizada por níveis elevados da pressão arterial e a Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica que tem níveis elevados de glicose no sangue. Esses pacientes fazem uso de dois ou mais medicamentos e a participação do Farmacêutico no cuidado é fundamental para orientações sobre uso racional, interações medicamentos e etc. Relatar a importância da Atenção Farmacêutica em um caso clínico de um paciente com Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus na AB. Esse trabalho é um relato de caso clínico decorrente do o grupo de atendimento dos pacientes com HA e DM (Grupo de Hiperdia) realizado por uma equipe multiprofissional (Residentes de Atenção Básica/Saúde da Família + Unidade de Saúde da Família-USF) de um paciente da USF Maria de Souza Ramos da Regional II de Saúde do município do Jaboatão dos Guararapes-PE. Foram realizadas consultas com o Farmacêutico para promover uma Atenção Farmacêutica ao paciente e foram utilizados os dados do prontuário do paciente. A. J. S., 66 anos, sexo masculino, foi recebido no grupo de Hiperdia e encaminhado para acompanhamento com o Farmacêutico devido a elevada pressão arterial-PA (180 x 100). A HA foi diagnosticada há 10 anos após um choque de 380 volts e também desenvolveu distúrbio do sono, a DM foi diagnosticada posteriormente. O paciente começou a utilizar Atenolol 50 mg, Captopril 25 mg, Metformina 850 mg, Ácido Acetilsalicílico 100 mg e Diazepam 10 mg. Há 1 ano, o Cardiologista substituiu os medicamentos da HA para Losartana 50 mg e Hidroclorotiazida 25 mg, após isso o paciente relatou constantes aumentos da pressão e glicemia e dores de cabeça. O Metformina foi substituído pelo Glibenclamida devido as náuseas (efeito adverso). Foi realizado o desmame do Diazepam há 5 anos. O Farmacêutico observou que o paciente não estava tomando os medicamentos correto, orientou o uso correto e desenvolveu um plano farmacoterapêutico. Na consulta seguinte, as orientações não surtiram efeito e a PA continuava elevada (160 x 100), confirmando a suspeita que o motivo era a troca dos anti-hipertensivos. A médica foi acionada e informada sobre todo este histórico e a mesma prescreveu Besilato de Anlodipino 10 mg. Na consulta seguinte com o Farmacêutico, a PA continuava elevada 160 x 100, foi explicado a adição de uma nova droga e as orientações sobre o uso e possíveis efeitos adversos. Após 14 dias, a PA foi normaliza e permanecendo 120 x 80. O grupo de Hiperdia foi fundamental para detectar a necessidade de um acompanhamento farmacoterapêutico do paciente. As condutas feitas pelo Farmacêutico promoveram normalização da PA e melhor qualidade de vida ao paciente.