Branca, bele, bela, branca... Uma leitura intercultural de «Budapeste» de Chico Buarque

Caligrama: Revista de Estudos Românicos. 2011;10(0):163-181 DOI 10.17851/2238-3824.10.0.163-181

 

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Journal Title: Caligrama: Revista de Estudos Românicos

ISSN: 0103-2178 (Print); 2238-3824 (Online)

Publisher: Universidade Federal de Minas Gerais

LCC Subject Category: Language and Literature: Romanic languages | Language and Literature: French literature - Italian literature - Spanish literature - Portuguese literature

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Romanian; Moldavian; Moldovan, Italian, Spanish; Castilian, Catalan; Valencian, French, Portuguese, Galician

Full-text formats available: PDF

 

AUTHORS

Günther Augustin (Universidade Federal de Minas Gerais)

EDITORIAL INFORMATION

Peer review

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Time From Submission to Publication: 24 weeks

 

Abstract | Full Text

<strong>Resumo:</strong> O espanto do narrador com a brancura do corpo da heroína no romance <em>Budapeste</em> de Chico Buarque inspirou a pergunta se a diferença da cor de pele sugere uma diferença local e cultural. Uma leitura intercultural, como apresentada neste trabalho, confirmou que essa diferença marca o livro que se constrói a partir do encontro com o estranho na forma de línguas, pessoas, lugares, países estrangeiros, inclusive suas culinárias. Nesse encontro, o espelhamento do próprio transforma o “eu” narrativo em vários sujeitos e permite que o narrador, ao mesmo tempo, afirme e negue, aceite e rejeite, assuma e não assuma a autoria do texto e valores nele textualizados, entre eles sua auto-estima como pai, marido, autor anônimo, imigrante subalterno e amante da sua professora de húngaro.<br /><strong>Palavras-chave</strong>: Chico Buarque; <em>Budapeste</em>; interculturalidade.<p><strong>Resumen:</strong> El espanto del narrador por la blancura del cuerpo de la heroína en la novela <em>Budapeste</em> de Chico Buarque inspiró la pregunta sobre si la diferencia del color de la piel sugiere una diferencia local y cultural. Una lectura intercultural, como la que se presenta en este trabajo, confirmó que esa diferencia marca el libro que se construye a partir del encuentro con lo extraño en la forma de lenguas, personas, lugares, países extranjeros, inclusive sus culinarias. En ese encuentro, el reflejo de lo propio transforma el Yo narrativo en varios sujetos y permite que el narrador, al mismo tiempo, afirme y niegue, acepte y rechace, asuma y no asuma la autoría del texto y los valores allí textualizados, entre ellos su auto-estima como padre, marido, autor anónimo, inmigrante subalterno y amante de su profesora de húngaro.  <br /><strong>Palabras-clave</strong>: Chico Buarque; <em>Budapeste</em>; interculturalidad.</p><strong>Keywords</strong>: Chico Buarque; <em>Budapeste</em>; interculturality.