Revista Brasileira de Medicina do Esporte (2015-10-01)

Mobilidade funcional em função da força muscular em mulheres idosas fisicamente ativas

  • João Puerro Neto,
  • Wagner Raso,
  • Carlos Alexandre Felício Brito

DOI
https://doi.org/10.1590/1517-869220152105112756
Journal volume & issue
Vol. 21, no. 5
pp. 369 – 371

Abstract

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RESUMOIntrodução:São muitas as alterações que influenciam a mobilidade funcional em idosos, como alterações pos-turais, diminuição da força muscular e amplitude de movimento.Objetivo:Determinar o parâmetro mais adequado para a estimativa da mobilidade funcional, assim como o efeito da força muscular sobre a mobilidade funcional de pessoas idosas.Métodos:A amostra foi constituída por 41 mulheres saudáveis na faixa etária de 60 a 78 anos de idade, que foram submetidas ao teste Time up and go (TUG), que testa as habilidades de mobilidade básicas das pessoas idosas frágeis (tempo para levantar e se mover), escala de equilíbrio de Berg (EEB), teste de alcance funcional (FRT) e teste de uma repetição máxima (1RM).Resultados:A análise de componente principal (PCA) revelou que somente a escala de Berg apresentou eigenvalue (autovalor) maior que um, explicando 59% da variância. Por outro lado, a força muscular foi preditora de mobilidade funcional somente quando o TUG foi analisado, sugerindo que 20% da mobilidade funcional pode ser explicada pela força muscular (R=-0,42[R2=0,20, β=-0,29 ± 0,12, p=0,023]).Conclusão:Conclui-se que a EEB pareceu representar o procedimento mais adequado para a estimativa da mobilidade funcional. A força muscular foi preditora de mobilidade funcional somente quando o TUG foi analisado.

Keywords