Boletim GEPEM (Jan 2016)

Tendências em Educação Matemática: percursos curriculares brasileiros e paraguaios.

  • Fabiana Chagas de Andrade

DOI
https://doi.org/10.69906/gepem.2176-2988.2016.81
Journal volume & issue
no. 68

Abstract

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O livro foi publicado em um momento pertinente, devido à ampla discussão que vem ocorrendo sobre a criação do documento da BNCC[1]. O autor apresenta a obra, inserida em um projeto de pesquisas comparativas sobre o currículo na área de educação matemática em países da América Latina. No primeiro capítulo, o autor delimita os referenciais teóricos da pesquisa, abordando a metodologia de estudos comparados em Educação. De acordo com Carvalho (2013), as pesquisas nesse campo são recentes e possuem caráter quantitativo, analisando os sistemas educativos como objetos isolados e destituídos de conteúdos sociais, políticos e econômicos. O método comparativo adotado foi o de Garcia Garrido (1982), que delimitou as seguintes fases de análise: pré-descritiva, descritiva, interpretativa, de justaposição e prospectiva. Em relação aos currículos praticados, a pesquisa de campo identificou como vêm sendo implementados os currículos no Brasil e no Paraguai, através de entrevistas com profissionais atuantes nesses países. No segundo capítulo, o autor compara os sistemas educacionais dos países. Dentre as similaridades, destacam-se: idade de início e conclusão do ensino básico considerado obrigatório, mínimo de horas anuais e dias letivos, objetivos do E.M. ao preparar o jovem para o mundo do trabalho e para a educação superior, e as exigências quanto à formação do professor da segunda etapa do E.F. Já as especificidades principais são: total de horas anuais no Brasil e o total de horas mínimas por dia no Paraguai, além da diferença de um ano na idade de passagem entre níveis da educação básica.