Parabolicamará: redundância e inovação na infomaré televisiva da Tropicália

Em Questão. 2018;24(3):316-333 DOI 10.19132/1808-5245243.316-333

 

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Journal Title: Em Questão

ISSN: 1807-8893 (Print); 1808-5245 (Online)

Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Society/Institution: Universidade Federal do Rio Grande do Sul

LCC Subject Category: Bibliography. Library science. Information resources

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Spanish, Portuguese, English

Full-text formats available: PDF

 

AUTHORS


Rafael Giurumaglia Zincone Braga (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)

Marco Schneider (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia)

EDITORIAL INFORMATION

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Time From Submission to Publication: 25 weeks

 

Abstract | Full Text

Objetiva discutir a tensão entre redundância e inovação, na informação televisiva, do movimento musical tropicalista. Epistemologicamente, adota uma perspectiva interdisciplinar entre a Ciência da Informação e a Comunicação Social, explorando, mais particularmente, duas vertentes teóricas que lhes são comuns, em graus variados: a Teoria da Informação e a Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura. Metodologicamente, trata-se de pesquisa teórica e bibliográfica que estabelece um diálogo entre a Teoria da Informação, em sua apropriação por Augusto de Campos, no artigo Informação e redundância na música popular, e a Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura, mormente mediante seu desenvolvimento na Dialética do gosto, de Marco Schneider. Nessa perspectiva, situa o debate em torno do componente estético-informacional da Tropicália, no contexto da indústria cultural brasileira do fim dos anos 1960 e problematiza o modo como ela participa na conformação da informação midiatizada tropicalista. A problemática principal dá-se em torno da possibilidade do caráter de vanguarda ou de inovação do movimento musical nos palcos dos programas de auditório da TV da época. A questão de fundo é saber como a indústria cultural, apesar de sua tendência dominante à redundância, possibilitou ampla circulação de informação inovadora, na música popular brasileira, no período analisado. Sem ignorar a autonomia relativa e, portanto, a agência dos artistas tropicalistas, trabalha com a hipótese de que seu caráter inovador foi favorecido pelo estágio liberal e concorrencial do capital midiático de então, mais aberto à inovação do que as fases subsequentes, monopolistas e fictícias.