Hematology, Transfusion and Cell Therapy (Oct 2021)

ANÁLISE DA MORTALIDADE POR LINFOMA DE CÉLULAS T CUTÂNEAS E PERIFÉRICAS

  • GSC Reis,
  • AJME Silva,
  • AL Silva,
  • EN Pinheiro,
  • LMS Castro,
  • LO Mota,
  • PGN Gonçalves,
  • PPC Assayag,
  • RMPD Santos,
  • AVSVD Berg

Journal volume & issue
Vol. 43
pp. S107 – S108

Abstract

Read online

Objetivos: Analisar a mortalidade por linfoma de células T, assim como o perfil epidemiológico dos indivíduos mais acometidos. Material e métodos: Este estudo possui caráter transversal, descritivo e retrospectivo. Os dados utilizados foram obtidos mediante o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), em que foi analisado o perfil de mortalidade ocasionadas por linfoma de células T cutâneas e periféricas, bem como as variáveis sexo, faixa etária, raça e escolaridade no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2020, por região no país. Resultados: Após análise dos resultados, constatou-se que ocorreram 2.192 óbitos por linfoma de células T no Brasil, entre os anos de 2010 e 2019. A região com maior número de registros foi a região sudeste, com 51,8% dos óbitos e o ano com maior prevalência de óbitos foi o ano de 2019, com 298 mortes registradas. Com relação às características epidemiológicas, cerca 57% dos pacientes eram do sexo masculino e da raça branca. A maior parte dos óbitos acometeu pacientes na faixa etária de 60 a 69 anos e com 8 a 11 anos de escolaridade. Discussão: O linfoma de células T pode ser dividido em linfoma de células cutâneas, cuja principal apresentação está relacionada à infecção pelo vírus HTLV, e em linfoma de células periféricas, cuja fisiopatologia envolve células T mais maduras. Trata-se de uma neoplasia rara, o que explica a baixa taxa de mortalidade em um período de 10 anos. A maior prevalência de óbitos na região sudeste pode ser explicada pelo fato de essa região concentrar serviços de saúde com tecnologias mais modernas para o diagnóstico e o tratamento da doença. Segundo a literatura, a infecção pelo HTLV e a prevalência da doença é mais frequente em mulheres, porém a mortalidade foi maior em pacientes do sexo masculino. Sobre a faixa etária, linfomas de células T periféricas geralmente acometem indivíduos com idade acima de 60 anos e acerca das características raça e escolaridade, pacientes de raça branca e com alto nível de escolaridade possuem maior acesso aos meios de saúde, portanto são mais diagnosticados. Conclusão: Através do estudo pôde-se observar que indivíduos do sexo masculino, raça branca e com 8 a 11 anos de escolaridade possuem maior mortalidade por linfoma de células T. Ademais, observou-se que, na série histórica de 2010 a 2019 houve um total de 2192 óbitos pela doença, com maior prevalência de mortes na região sudeste e no ano de 2019.