Reflexão & Ação (Jan 2011)

Pensar a formação de professores desde a experiência e desde o menor da formação/Profesores de pensamiento de la experiencia y la formación menor

  • Anelice Ribetto

Journal volume & issue
Vol. 19, no. 2
pp. 109 – 119

Abstract

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Resumo Esse ensaio trata da possibilidade de pensar naquilo que –talvez- acontece quando ousamos pensar a formação de professores desde a experiência – e não já como experimento- ou, talvez, quando nos atrevemos a pensar esse território como um espaçomenor, um espaço de resistência e de desconstrução de um suposto campo maior, o campo da Formação de Professores. Essa formação - menor - como uma possibilidade de aprender a ler sem saber ler, ou de aprender de ouvidos... uma formação que não se sabe antes do encontro... uma formação como alteridade, como aquilo no qual entramos sem saber o que vamos encontrar, aprender, ler, escrever... como aquilo que nos transforma - no sentido da metamorfose e não da metástase. A formação como uma possibilidade de estar juntos,como a possibilidade de convivência, uma convivência que não aponte necessariamente para uma harmonia, uma evitação de conflitos, um acordo instantâneo, uma plena satisfação... mas, tal vez, um estar que seja pura ambigüidade. A partir dessas palavras-conceitos que ressoam com escritos de Jorge Larrosa, Carlos Skliar e Silvio Gallo, dentre outros, me proponho um exercício de pensamento que perambule pelos territórios do chamado campo da formação de professores tentando pensá-lo na sua minoridade ali onde a formação pode ser experiência. Resumen Este ensayo trata de la posibilidad de pensar – juntos - en aquello que - tal vez - nos pasa cuando osamos pensar la formación de profesores desde la experiencia - y no ya comoexperimento - o, tal vez, cuando nos atrevemos a pensar este territorio como un espacio menor, un espacio de resistencia y de deconstrucción de un supuesto campo mayor, el campo de la Formación de Profesores. Esta formación – menor - como una posibilidad de aprender a leer sin saber leer, o de aprender de oídos... Una formación que no se sabe antes del encuentro... una formación como alteridad, como aquello en lo cual entramos sin saber lo que vamos a encontrar, aprender, leer, escribir... como aquello que nos transforma –en el sentido de la metamorfosis y no de la metástasis La formación como una posibilidad de estar juntos, como una posibilidad de convivencia, pero, una convivencia que no apunte necesariamente una armonía, una evitación de conflictos, un acuerdo instantáneo, una plena satisfacción... sino, tal vez, un estar juntos que sea pura ambigüedad. A partir de algunas de las palabras-conceptos enunciadas, que resuenan con escritos de Jorge Larrosa, Carlos Skliar y Silvio Gallo, entre otros, me propongo un ejercicio de pensamiento que deambule por los territorios del llamado campo de la formación deprofesores intentando pensarlo en su minoridad, allí donde la formación puede ser experiencia.

Keywords