A ilusória desconcentração industrial gaúcha após a recente crise econômica
Antonio Paulo Cargnin,
Bruno de Oliveira Lemos,
Ana Maria de Aveline Bertê,
Suzana Beatriz de Oliveira
Affiliations
Antonio Paulo Cargnin
Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), Departamento de Planejamento Governamental (DEPLAN); Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRGS (POSGEA/UFRGS)
Bruno de Oliveira Lemos
Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), Departamento de Planejamento Governamental (DEPLAN)
Ana Maria de Aveline Bertê
Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), Departamento de Planejamento Governamental (DEPLAN)
Suzana Beatriz de Oliveira
Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), Departamento de Planejamento Governamental (DEPLAN)
O presente artigo tem como finalidade analisar os efeitos da crise econômica brasileira recente na distribuição territorial da indústria de transformação no Estado do Rio Grande do Sul. O artigo parte da hipótese de que a retração na indústria teria sido acompanhada de uma reversão da tendência de crescimento dos empregos dos segmentos de média e alta complexidade na indústria de transformação. Esse processo levaria à criação de um padrão de desconcentração ilusória, ou seja, que se restringe ao ganho de importância na indústria de segmentos tradicionais, especialmente agroalimentares, originalmente mais bem distribuídos. As análises foram elaboradas tendo como base a utilização de dados de emprego fornecidos pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil (MTE), nos anos de 2012 a 2015.