Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial (Dec 2005)

Evaluation of the genomic DNA extracted from formalin-fixed, paraffin-embedded oral samples archived for the past 40-years Avaliação do DNA genômico obtido de biópsias de boca embebidas em parafina e arquivadas por até 40 anos

  • Tatiana Nayara Libório,
  • Adriana Etges,
  • Adriana da Costa Neves,
  • Ricardo Alves Mesquita,
  • Fábio Daumas Nunes

DOI
https://doi.org/10.1590/S1676-24442005000600006
Journal volume & issue
Vol. 41, no. 6
pp. 405 – 410

Abstract

Read online

BACKGROUND: The most common human archival specimens are formalin-fixed, paraffin-embedded tissues (PETs). DNA can be extracted from PETs, but sometimes, it is unsuitable for molecular techniques as slow degradation of DNA occurs with time. OBJECTIVE: The aim of this study was to verify and discuss if samples of oral PETs archived for the past 40-years are possible substrates for molecular biology studies, using PCR. Methods: The samples were submitted to phenol-chloroform extraction method. DNA was qualified and quantified by spectrophotometer analysis, electrophoresis and amplification by PCR. RESULTS: It was observed a weak positive correlation between genomic DNA yield and specimen age. The agarose gel electrophoresis demonstrated that genomic DNA length was more frequently composed of small fragments. The 268-bp fragments of the beta-globin gene was amplified in 55% of cases and preferentially in more recent ones, which showed strong amplification if compared with older samples. WAF1 gene with 149-bp presented weak but detectable amplification in 75% of cases. The 536-bp fragment of beta-globin gene was detected in 25% of samples. The amplification was intense in genomic DNA extracted from recent cases and weak in older ones. CONCLUSION: This study shown that, despite degradation, it is possible to use genomic DNA obtained from PETs, archived for the past forty years, in PCR amplification of small DNA products, being large DNA fragments more difficult to amplificate.INTRODUÇÃO: O material fixado em formol e embebido em parafina constitui hoje a maior fonte de tecido humano arquivado. O DNA extraído de tecido parafinado por vezes não é adequado para as técnicas de biologia molecular, visto que se apresenta parcialmente degradado. OBJETIVOS: O objetivo desse estudo foi verificar se tecido humano de boca parafinado e arquivado pelos últimos 40 anos pode ser usado para a reação em cadeia da polimerase (PCR). MÉTODOS: Amostras foram submetidas à técnica de extração de DNA pelo método do fenol-clorofórmio. Para quantificação e qualificação do DNA foram realizadas análise em espectrofotômetro, eletroforese em gel de agarose e amplificação pela técnica da PCR. RESULTADOS: Foi observada fraca correlação positiva entre a quantidade de DNA obtida e a idade das amostras. A eletroforese em gel de agarose demonstrou que a maioria do DNA obtido foi constituída de fragmentos pequenos. O fragmento de 268-pb do gene da beta-globina foi amplificado em 55% dos casos, preferencialmente nos casos mais recentes. O fragmento de 149-pb do gene WAF1 apresentou amplificação fraca, mas presente em 75% dos casos. O fragmento de 536-bp do gene da beta-globina foi detectado em somente 25% dos casos e também preferencialmente nos casos mais recentes. CONCLUSÕES: Esse estudo mostrou que, apesar de o DNA estar degradado, é possível usar DNA genômico extraído de tecido parafinado arquivado pelos últimos 40 anos em reações de PCR de produtos pequenos. A amplificação de produtos maiores, entretanto, é mais difícil.

Keywords