A institucionalização de blocos de integração: uma proposta de critérios de medição

Contexto Internacional. 2014;36(1):229-259 DOI 10.1590/S0102-85292014000100008

 

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Journal Title: Contexto Internacional

ISSN: 0102-8529 (Print); 1982-0240 (Online)

Publisher: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

LCC Subject Category: Political science: International relations

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Spanish; Castilian, French, Portuguese

Full-text formats available: PDF, HTML, XML

 

AUTHORS

João Carlos Amoroso Botelho (Universidad de Salamanca)

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Double blind peer review

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Time From Submission to Publication: 8 weeks

 

Abstract | Full Text

O campo de estudos da integração regional evoluiu pouco no que se refere à comparação e à definição de critérios para a avaliação de casos. Um procedimento recorrente é aplicar a outros processos critérios elaborados para o caso europeu. Como o modelo de integração adotado na Europa não se repete em outras partes do mundo, esse procedimento só pode levar às mesmas conclusões: a avaliação de que há problemas nos demais blocos, de que suas perspectivas são ruins e de que, em alguns casos, sequer se caracteriza um processo de integração. Portanto, é necessário estabelecer critérios que possam ser aplicados universalmente e que avaliem os blocos de integração de acordo com seu nível de institucionalização, como já foi proposto e adotado na ciência política para os regimes democráticos e os sistemas partidários. Essa é uma tarefa urgente para a sistematização e a pesquisa comparativa no campo de estudos da integração regional. O trabalho, então, propõe um conjunto de critérios que tem capacidade de medir o nível de institucionalização em diferentes âmbitos da integração e indicadores para cada critério. Além disso, faz uma seleção abrangente das dimensões de análise, para não privilegiar certo âmbito ou modelo de integração. Os critérios são aplicados, então, a CAN, Mercosul, Unasul e UE, considerando o processo europeu como mais um caso, e não como parâmetro para a análise. O resultado observado corrobora essa perspectiva, já que a UE, ao contrário do esperado, não apresenta o nível de institucionalização mais alto em todas as dimensões.