Será o neopragmatismo pragmatista? Interpelando Richard Rorty

Novos Estudos CEBRAP. 2006;(74):125-138 DOI 10.1590/S0101-33002006000100008

 

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Journal Title: Novos Estudos CEBRAP

ISSN: 0101-3300 (Print); 1980-5403 (Online)

Publisher: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento

Society/Institution: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento

LCC Subject Category: Social Sciences: Social sciences (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Portuguese

Full-text formats available: PDF

 

AUTHORS

Thamy Pogrebinschi

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Time From Submission to Publication: 20 weeks

 

Abstract | Full Text

Pode-se identificar duas importantes diferenças de perspectiva entre o pragmatismo de Charles S. Peirce, William James e John Dewey e o neopragmatismo de Richard Rorty. Em primeiro lugar, a filosofia pragmatista pode ser compreendida como realista, ao passo que o neopragmatismo rortyano é eminentemente anti-realista. Em segundo lugar, Rorty minimiza a importância do conceito pragmatista de experiência ao conferir primazia teórica ao conceito de linguagem. Em face dessas duas diferenças fundamentais, o artigo discute se é possível falar em continuidade entre os elementos que caracterizam o pragmatismo em sua origem e o neopragmatismo rortyano.<br>There are two relevant differences between the pragmatism of Charles S. Peirce, William James and John Dewey and Richard Rorty's neopragmatism. Firstly, pragmatism is philosophically connected to realism while Rorty's neopragmatism is deeply anti-realistic. Secondly, Rorty undermines the role experience plays on pragmatism by attaching an overwhelming theoretical value to the concept of language. Given these two main differences of approach, this paper questions the supposed continuity between the features that define original pragmatism and Rorty's neopragmatism.