Revista Brasileira de Epidemiologia (Feb 2019)

Fragilidade em idosos no município de São Paulo: prevalência e fatores associados

  • Yeda Aparecida de Oliveira Duarte,
  • Daniella Pires Nunes,
  • Fabíola Bof de Andrade,
  • Ligiana Pires Corona,
  • Tábatta Renata Pereira de Brito,
  • Jair Lício Ferreira dos Santos,
  • Maria Lúcia Lebrão

DOI
https://doi.org/10.1590/1980-549720180021.supl.2
Journal volume & issue
Vol. 21, no. suppl 2

Abstract

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RESUMO: Introdução: Fragilidade é uma síndrome evitável e reversível caracterizada pelo declínio cumulativo dos sistemas fisiológicos, causando maior vulnerabilidade às condições adversas. Objetivos: Descrever a prevalência de fragilidade entre os idosos, analisar os fatores associados e a evolução da síndrome. Método: Estudo longitudinal que utilizou a base de dados do Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE), nos anos de 2006 e 2010. A síndrome de fragilidade foi identificada por cinco componentes: perda de peso; fadiga; redução de força, de atividade física e de velocidade de caminhada. Os idosos foram classificados como “pré-frágeis” (1-2 componentes) e “frágeis” (3 ou +). Utilizou-se regressão multinomial múltipla hierárquica para análise dos fatores associados. Resultados: Do total de idosos (n = 1.399), 8,5% eram frágeis tendo como fatores associados idade, comprometimento funcional, declínio cognitivo, hospitalização e multimorbidade. Em quatro anos, tornaram-se frágeis 3,3% dos idosos não frágeis e 14,7% dos pré-frágeis. Conclusão: A identificação da prevalência e dos fatores associados à fragilidade pode ajudar a implementar intervenções adequadas precocemente, de modo a garantir melhorias na qualidade de vida dos idosos.

Keywords