Saúde em Debate (Oct 2021)

Mortalidade proporcional nos povos indígenas no Brasil nos anos 2000, 2010 e 2018

  • Francielle Thalita Almeida Alves,
  • Elton Junio Sady Prates,
  • Luis Henrique Prado Carneiro,
  • Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá,
  • Érica Dumont Pena,
  • Deborah Carvalho Malta

DOI
https://doi.org/10.1590/0103-1104202113010
Journal volume & issue
Vol. 45, no. 130
pp. 691 – 706

Abstract

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RESUMO O objetivo do estudo foi analisar a mortalidade indígena no Brasil em 2000, 2010 e 2018. Estudo descritivo com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade. Calculou-se a mortalidade proporcional entre indígenas e restante da população brasileira, segundo idade, sexo, causa e regiões do Brasil. A proporção de óbitos em indígenas menores de 1 ano em 2000, 2010 e 2018 foi de 15,3%, 17,7% e 16,2%; e no restante do Brasil, foi de 7,2%, 3,5% e 2,7% respectivamente. A proporção de óbitos a partir de 50 anos nos indígenas nos mesmos anos foi de 47,0%, 48,1% e 52,0%; e no restante do Brasil, foi de 66,8%, 74,4% e 79,4%. Em 2018, indígenas menores de 1 ano morreram mais de afecções perinatais (39,4%), doenças infecciosas e parasitárias (10,1%) e causas externas (9,8%). Em menores de 1 ano do restante da população brasileira, essas causas corresponderam a 57,8%, 3,8% e 2,8%. Indígenas acima de 50 anos morreram mais por doenças circulatórias (28,6%), respiratórias (15,4%) e neoplasias (14,6%); e no restante da população brasileira, essas causas representaram 31,5%, 13,6% e 19,0%. Evidenciaram-se desigualdades em saúde e piores indicadores nos povos indígenas no Brasil.

Keywords