Fórum Linguístico (Nov 2017)
O corpo que (não) vemos nos vê
Abstract
Sob a perspectiva da Análise do Discurso pêcheuxtiana e pretendendo-se um diálogo entre duas expressões distintas – a literária e a fílmica – na perspectiva do corpo como conduto e expressão da constituição psicanalítica da linguagem, apresentam-se aqui considerações acerca da análise interpretativa de Recortes Discursivos (RDs), retirados do romance Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar, e sua adaptação/tradução para outra linguagem, mediante outro código, o imagético em movimento, de que resultou o filme homônimo, de Luis Fernando Carvalho. Para tanto, vê-se a linguagem como em estágio pré-discursivo, no centro do Nó Borromeano, no espaço intersticial dos círculos representativos da tríade lacaniana - do Real, do Simbólico e do Imaginário. Vê-se a linguagem igualmente como portadora de um caráter limítrofe entre o psíquico e o somático, ponto de partida para duas outras pulsões observadas por J. Lacan – a invocante e a escópica.
Keywords