Crise, convite para a ação e um Manifesto Comunista Crisis, invitation to action and a Communist Manifesto

Sociologias. 2012;14(29):338-350 DOI 10.1590/S1517-45222012000100013

 

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Journal Title: Sociologias

ISSN: 1517-4522 (Print); 1807-0337 (Online)

Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Society/Institution: Universidade Federal do Rio Grande do Sul

LCC Subject Category: Social Sciences: Sociology (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Portuguese, Spanish; Castilian

Full-text formats available: PDF, HTML, XML, ePDF

 

AUTHORS

Sadi Dal Rosso

EDITORIAL INFORMATION

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Time From Submission to Publication: 12 weeks

 

Abstract | Full Text

A atual crise do capitalismo produziu, além da desorganização das economias, redução do crescimento econômico, falências de empresas, queima de valores incomensuráveis, desemprego, redução de salários, suicídios, e também efeitos de outra natureza: uma corrida atrás de autores de pensamento crítico. O filósofo Slavoj Žižek escreveu um texto no qual faz uma crítica radical ao liberalismo clássico e contemporâneo e retoma a utopia comunista. Se a democracia eleitoral constitui o instrumento pelo qual a burguesia preserva o controle sobre a sociedade, um evento revolucionário precisa criar meios pelos quais os sujeitos da revolução possam tornar real a noção de emancipação. Após efetuar a crítica da democracia por ser a "ditadura da burguesia", retoma a noção de ditadura do proletariado em seu lugar. Entretanto, para quem viveu mais de 20 anos sob a ditadura militar brasileira, essa questão está longe de ser satisfatoriamente resolvida, dado que ditadura é ditadura, independentemente do adjetivo que a acompanha.<br>Beyond the disorganization of economies, decrease in economic growth, bankruptcy of firms, fading of immense values, unemployment, wage losses, suicides and other impacts, the ongoing crisis of capitalism has produced a rally for authors of the critical thinking. The philosopher Slavoj Žižek wrote a text in which he makes a radical criticism to both classic and contemporary liberalism, retaking the communist utopia. If electoral democracy is the bourgeoisie's instrument for keeping control over society, a revolutionary move must create the means through which the subjects of the revolution may fulfill the emancipatory ideal. After the critique of western democracy, the author reintroduces the concept of dictatorship of the proletariat with emancipatory connotations. The question, anyway, is not satisfactorily resolved because dictatorship is a substantive idea that doesn't coincide with emancipation no matter the attributes it brings together.