Revista Uningá (Sep 2014)

TRATAMENTO NÃO-CIRÚRGICO DA CLASSE III COM A TÉCNICA BIOFUNCIONAL EM PACIENTE ADULTO JOVEM

  • RENATO ADRIANO COELHO FERREIRA,
  • ADRIANO GARCIA BANDECA,
  • PEDRO ANDRADE JUNIOR,
  • JOSÉ EDUARDO PRADO SOUZA,
  • KARINA MARIA SALVATORE FREITAS,
  • RODRIGO HERMONT CANÇADO,
  • FABRÍCIO PINELLI VALARELLI

Journal volume & issue
Vol. 41, no. 1

Abstract

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má oclusão Classe III é caracterizada por uma discrepância dentária anteroposterior que pode ser decorrente de uma deficiência maxilar, de um excesso mandibular ou de uma combinação de ambos. Essa má oclusão é considerada pelos ortodontistas como um dos problemas ortodônticos mais complexos e difíceis de diagnosticar e tratar. Entretanto, as más oclusões de Classe III tendem a se tornar mais severas com o desenvolvimento facial, uma vez que o crescimento da mandíbula mantém-se ativo por um período mais longo que o da maxila. Por isso, acreditam que uma intervenção ortopédica em pacientes em crescimento é bem-vinda e deve ser executada. Mas quando o paciente é adulto, tornam-se sérios candidatos a sofrerem uma intervenção cirúrgica, como uma das únicas possibilidades de se restabelecer uma oclusão normal. Porém, o dilema que os ortodontistas geralmente enfrentam é que a maioria destes pacientes recusa a opção cirúrgica e persistem na terapia conservadora. Desta forma, há uma grande importância em avaliar essa opção de tratamento que podemos dar o nome de tratamento compensatório. Os bráquetes da técnica Biofuncional utilizada neste estudo apresentam principalmente um torque lingual de coroa nos incisivos superiores e um torque vestibular de coroa nos incisivos inferiores. Portanto o objetivo deste trabalho é apresentar um caso clínico de um tratamento compensatório sem extração de uma paciente classe III, mordida cruzada anterior, que apresentou um resultado satisfatório ao final do tratamento.