Revista Brasileira de Zootecnia (Oct 2009)

Níveis e frequência de suplementação de novilhos de corte a pasto na estação seca Levels and frequency of supplementation for steers kept on pasture in the dry season

  • Fabiano Luís Simioni,
  • Ivo Francisco de Andrade,
  • Márcio Machado Ladeira,
  • Tarcisio de Moraes Gonçalves,
  • João Irineo da Mata Júnior,
  • Fabrício Rodrigues Campos

DOI
https://doi.org/10.1590/S1516-35982009001000027
Journal volume & issue
Vol. 38, no. 10
pp. 2045 – 2052

Abstract

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Objetivou-se avaliar os níveis de suplementação proteico-energética, oferecida em diferentes frequências, a animais em recria mantidos em pastagem de Bracharia decumbens na estação seca do ano. Foram utilizados 25 novilhos não-castrados, com peso inicial médio de 191 kg, distribuídos em delineamento de blocos casualizados, com cinco repetições por tratamento, em arranjo fatorial 2 × 2 + 1, ou seja, dois níveis de suplementação energético-proteica (0,3 e 0,6% em relação ao peso vivo (PV) do animal), duas frequências de fornecimento - diariamente ou em dias alternados (dia sim, dia não) - mais um tratamento adicional (apenas suplementação mineral). O consumo de matéria seca da forragem (CMSF) foi estimado utilizando-se os indicadores óxido crômico e matéria seca indigestível (MSi). O consumo de matéria seca do suplemento foi medido diariamente, uma vez que o suplemento foi fornecido individualmente. A suplementação aumentou o consumo de matéria seca total e o ganho médio diário (1,66% do PV e 290 g/dia) em comparação ao suplemento adicional (1,49% do PV e 107 g/dia de perda média diária de PV). Os consumos de matéria seca da forragem e de fibra em detergente neutro foram maiores nos animais que receberam apenas mistura mineral (1,48 e 1,1% do PV, respectivamente) e menores naqueles sob suplementação (1,27 e 0,95% do PV, respectivamente). A redução da ingestão de forragem não diferiu entre os níveis de suplementação (média 299 g/dia). No nível de 0,6% do PV, a suplementação promoveu o maior ganho médio diário, em comparação ao nível de 0,3% do PV (343 vs 238 g/dia), porém foi 39% menos eficiente para conversão de suplemento em ganho de peso. Nenhuma variável estudada foi alterada pelas frequências de suplementação. Em comparação à suplementação diária, a suplementação em dias alternados é viável nos níveis estudados.The objective of this study was evaluate the levels of protein-energy supplementation, offered at different frequencies, to growing steers kept on Brachiaria decumbens pasture during the dry season. Twenty-five no castrated steers were used, 191 kg initial average weight, in a randomized complete block design, with five replications per treatment in a 2 × 2 + 1 factorial arrangement, that is, two protein-energy supplementation levels (0.3 and 0.6% on the basis of body weight (BW)), two supplement distribution frequencies - daily or on alternate days, plus an additional treatment (only mineral supplementation). Forage dry matter intake (FDMI) was estimated using two markers, chromic oxide and indigestible dry matter (DMi). The dry matter intake of the supplement was measured daily because the supplement was offered to each steer individually. The supplementation increased dry matter intake and the average daily gain (ADG) (1.66% of BW and 290 g/day), compared to the additional supplement (1.49% of BW and -107 g/day). The herbage dry matter and neutral detergent fiber intake were greater animals supplemented only with mineral mixture (1.48 and 1.1% BW), and smaller for the supplemented ones (1.27 and 0.95% of BW), respectively. Forage intake reduction did not differ among the supplemented levels (299 g/day). The supplementation with 0.6% BW presented a better average daily gain than the 0.3% BW (343 versus 238 g/day), but it was 39% less efficient at converting the supplement into live weight gain. There was no effect of frequency on the variables studied. Supplementation on alternate days seems to be an interesting alternative for cattle feeding, regardless of the amount of supplement offered.

Keywords