Geochimica Brasiliensis (Sep 2016)

USO DE ESTIMATIVAS DE PALEOPRECIPITAÇÃO E PALEOTEMPERATURA EM PALEOSSOLOS CRETÁCEOS NO BRASIL: ABORDAGEM CRÍTICA

  • Márcio Luiz Silva,
  • Alessandro Batezelli,
  • Francisco Sérgio Bernardes Ladeira

DOI
https://doi.org/10.21715/GB2358-2812.2016301072
Journal volume & issue
Vol. 30, no. 1
pp. 72 – 83

Abstract

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O presente trabalho tem como objetivo discutir a aplicabilidade e as limitações do uso de estimativas de paleoprecipitação e paleotemperatura em paleossolos da Formação Marília, Neocretáceo da Bacia Bauru. Foram descritas três seções (A1, A2 e A3), compreendendo nove perfis. Os elementos maiores, menores e traços foram determinados por Espectrometria de Fluorescência de Raios-X e as estimativas se basearam em equações exponenciais e regressões lineares. Na Formação Marília, os paleossolos desenvolvimentos sobre arenitos apresentam horizontes argílicos (Btk e Bt) e carbonáticos (Bk) com distintos graus de cimentação, constituindo-se calcretes em sua maioria. Os paleossolos com Bk apresentaram valores médios de 420 e 500 mm/ano, respectivamente para as seções Botucatu (A1) e Garça (A3). Nos paleossolos com Bt, a média de paleoprecipitação foi 881 mm/ano e a média anual de paleotemperatura foi de 10 ºC. Paleossolos com Btk revelaram valores médio de precipitação de 605 mm/ano. As variações de precipitação, tomadas individualmente e indutivamente, proporcionaram a definição de três intervalos paleoclimáticos para o Maastrichtiano da Bacia Bauru. No entanto, a variabilidade dos atributos verticais e horizontais dos solos, bem como o uso excluso dessa técnica como principal método, inviabilizaram a utilização das climofunções, que não alcançaram consenso, em estudos paleoclimáticos.

Keywords