Radiologia Brasileira (2008-02-01)

Avaliação das fístulas urogenitais por urorressonância magnética Evaluation of urogenital fistulas by magnetic resonance urography

  • Augusto Elias Mamere,
  • Rafael Darahem Souza Coelho,
  • Alexandre Oliveira Cecin,
  • Leonir Terezinha Feltrin,
  • Fabiano Rubião Lucchesi,
  • Marco Antônio Lopes Pinheiro,
  • Ana Karina Nascimento Borges,
  • Gustavo Fabene Garcia,
  • Daniel Seabra

DOI
https://doi.org/10.1590/S0100-39842008000100007
Journal volume & issue
Vol. 41, no. 1
pp. 19 – 23

Abstract

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OBJETIVO: As fístulas vesicovaginais e ureterovaginais são complicações incomuns, secundárias a doenças ou a cirurgias pélvicas. O sucesso terapêutico dessas fístulas depende de adequada avaliação pré-operatória para o diagnóstico e visualização do seu trajeto. Este trabalho tem o objetivo de demonstrar o potencial da urorressonância no diagnóstico das fístulas urogenitais e na visualização dos seus trajetos. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram analisados, retrospectivamente, os prontuários médicos e as imagens radiológicas e de urorressonância magnética de sete pacientes do sexo feminino com diagnóstico de fístula urogenital. Para a urorressonância foram realizadas seqüências 3D-HASTE com saturação de gordura. RESULTADOS: Seis pacientes apresentavam fístula vesicovaginal e uma paciente tinha diagnóstico de fístula ureterovaginal à direita. Com a utilização da urorressonância magnética, foi possível demonstrar o trajeto da fístula em seis das sete pacientes (85,7%), sem a necessidade de cateterização vesical ou da injeção de contraste. CONCLUSÃO: Este estudo demonstra o potencial e a aplicabilidade da urorressonância na avaliação dessas fístulas.OBJECTIVE: Vesicovaginal and ureterovaginal fistulas are unusual complications secondary to pelvic surgery or pelvic diseases. The therapeutic success in these cases depends on an appropriate preoperative evaluation for diagnosis and visualization of the fistulous tract. The present study is aimed at demonstrating the potential of magnetic resonance urography for the diagnosis of vesicovaginal and ureterovaginal fistulas as well as for defining the fistulous tracts. MATERIALS AND METHODS: Seven female patients clinically diagnosed with vesicovaginal or ureterovaginal fistulas had their medical records, radiological and magnetic resonance images retrospectively reviewed. Magnetic resonance urography included 3D-HASTE sequences with fat saturation. RESULTS: Six patients presented vesicovaginal fistulas and, in one patient, a right-sided ureterovaginal fistula was diagnosed. Magnetic resonance urography allowed the demonstration of the fistulous tract in six (85.7%) of the seven patients evaluated in the present study, without the need of bladder catheterization or contrast injection. CONCLUSION: This study demonstrates both the potential and applicability of magnetic resonance urography in the evaluation of these types of fistulas.

Keywords