A social-democracia do MAS boliviano

Revista de Sociologia e Política. 2013;21(48):67-83 DOI 10.1590/S0104-44782013000400004

 

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Journal Title: Revista de Sociologia e Política

ISSN: 0104-4478 (Print); 1678-9873 (Online)

Publisher: Universidade Federal do Paraná

LCC Subject Category: Political science: Political science (General) | Social Sciences: Sociology (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: English, Spanish; Castilian, Portuguese

Full-text formats available: PDF, HTML, XML

 

AUTHORS

Guilherme Simões Reis (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)

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Time From Submission to Publication: 16 weeks

 

Abstract | Full Text

O partido MAS, que governa a Bolívia e é liderado pelo presidente Evo Morales, geralmente é classificado como populista ou como revolucionário. Este artigo contesta ambos os diagnósticos, e sustenta que o MAS é um partido social-democrata. Tanto em sua gênese, como em seu comportamento na oposição, como em suas políticas no governo, o MAS apresenta todas as características necessárias para ser classificado como um representante da social-democracia. Para contestar os diagnósticos predominantes na literatura, o argumento desenvolve-se aplicando três distintas abordagens sobre a social-democracia. Uma comparação histórico-ideológica com os partidos tradicionalmente apontados como social-democratas mostra que o MAS assemelha-se a eles tanto em sua origem fortemente sindical como no tipo de mudança que introduziu na política do país. Uma análise institucional mostra que não procedem as acusações de que é antissistema e contrário à democracia, características associadas tanto aos "populistas", de acordo com "teóricos das duas esquerdas latino-americanas", como aos partidos adeptos da "revolução violenta". Por fim, uma análise das políticas adotadas pelo MAS no governo indica que estão alinhadas com aquelas consideradas como social-democráticas no contexto de integração dos mercados globais. Argumenta-se no texto que o MAS não é em geral classificado como social-democrata, em parte devido a uma visão equivocada sobre suas práticas, e em parte por uma tendência dos estudiosos a chamarem a atenção para o que lhe é específico, e não para o que ele tem em comum com outros partidos de esquerda, como é feito com quaisquer partidos ao catalogá-los em famílias.