Michel Foucault na imprensa brasileira durante a ditadura militar: os "cães de guarda", os "nanicos" e o jornalista radical Michel Foucault in brazilian press during the military dictatorship

Psicologia & Sociedade. 2012;24(spe):76-84

 

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Journal Title: Psicologia & Sociedade

ISSN: 1807-0310 (Online)

Publisher: Associação Brasileira de Psicologia Social

LCC Subject Category: Philosophy. Psychology. Religion: Psychology | Social Sciences: Social sciences (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Spanish, French, Portuguese

Full-text formats available: PDF, HTML, XML

 

AUTHORS


Heliana de Barros Conde Rodrigues

EDITORIAL INFORMATION

Double blind peer review

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Time From Submission to Publication: 36 weeks

 

Abstract | Full Text

Como parte da pesquisa "Michel Foucault no Brasil: presença, efeitos e ressonâncias", são focalizados os modos como o filósofo apareceu seja na grande imprensa, seja na imprensa alternativa, durante sua visita ao Brasil no ano de 1975 e, mais brevemente, no de 1976. No primeiro caso, especial destaque é dado à conduta de Foucault quando do assassinato do jornalista Vladimir Herzog nos porões da ditadura militar. No segundo, à vigilância exercida sobre o filósofo pelos serviços de informação, bem como à participação da imprensa alternativa, notadamente a anarquista, na divulgação de suas conferências e ideias. Embora Foucault nunca tenha escrito um trabalho específico sobre a imprensa, sua concepção de filosofia como jornalismo radical é posta em correlação com tais ocorrências, numa tentativa de articular narrativa histórica e crítica do presente.<br>As part of the research "Michel Foucault in Brazil: presence, effects and resonances", the ways the philosopher appeared in both mainstream media and in the alternative press are focused. We privileged Foucault's visit to Brazil in 1975 and, more briefly, in 1976. In the first case, a special emphasis is given to the conduct of Foucault when the journalist Vladimir Herzog was murdered in the basements of the military dictatorship. In the second case, the monitoring carried out on the philosopher by the intelligence services is emphasized, as well as the role of the alternative press, notably the anarchist one, in the divulgation of his lectures and thoughts. Although Foucault had never written a particular work about media, his conception of philosophy as radical journalism is put in connection with such events in an attempt to articulate historical narrative and criticism of the present.