Lingüística (Dec 2023)

A NEGAÇÃO EXISTENCIAL NAS LÍNGUAS NATIVAS DO BRASIL

  • Marize Mattos Dall‟aglio Hattnher ,
  • Monielly Serafim ,
  • Vítor Henrique Santos da Silva

DOI
https://doi.org/10.5935/2079-312X.20230019
Journal volume & issue
Vol. 39, no. 2
pp. 89 – 108

Abstract

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As chamadas “construções existenciais” são comuns a várias línguas do mundo, ainda que possam ter formas e funções bastante diversificadas. Entre essas línguas, verifica-se a presença de um tipo específico de marcador, que afirma a não existência de um elemento. Esse fenômeno, chamado de “negação existencial”, difere de um caso de negação de predicado, em que uma marca simples de negação torna a sentença negativa. O presente trabalho analisa a negação existencial em 21 línguas nativas do Brasil, verificando i) a relação entre a forma de expressão da negação existencial (lexical ou gramatical) e a forma da marca da existência positiva; ii) a sobreposição entre existência, localização e posse. Entre outros resultados, foi possível mostrar que, ainda que um paralelismo formal entre existência e inexistência não seja obrigatório, o estatuto gramatical da forma de expressão da negação existencial sempre pressupõe o estatuto gramatical da construção existencial.

Keywords