Eficiência de adubação de batatinha com esterco e N mineral (15N) e efeito residual no cultivo do milheto

Revista Brasileira de Ciência do Solo. 2011;35(2):551-557 DOI 10.1590/S0100-06832011000200024

 

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Journal Title: Revista Brasileira de Ciência do Solo

ISSN: 0100-0683 (Print); 1806-9657 (Online)

Publisher: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo

Society/Institution: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo

LCC Subject Category: Agriculture: Agriculture (General)

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: English, Portuguese

Full-text formats available: PDF, HTML, XML

 

AUTHORS

Fabio Freire de Oliveira (IF)
Ignacio Hernan Salcedo (Universidade Federal de Pernambuco)
Vânia da Silva Fraga (Universidade Federal da Paraíba)

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Time From Submission to Publication: 32 weeks

 

Abstract | Full Text

Os solos arenosos utilizados para o cultivo da batatinha (Solanum tuberosum) no agreste da Paraíba têm baixo teor de N. Adubações anuais com esterco e N mineral, realizadas empiricamente, têm resultado na acumulação e,ou, perda de nutrientes do solo. Por esse motivo, objetivou-se determinar a eficiência do sulfato de amônio (15N) mais esterco na adubação da batatinha e do efeito residual dessa adubação na produção e absorção de N pelo milheto (Pennisetum glaucum) cultivado em sequência. Em experimento de campo em Neossolo regolítico, foi comparada a combinação de 16 t ha-1 de esterco + 80 kg ha-1 de N, utilizada mais frequentemente na região, com doses de 11 t ha-1 de esterco combinadas com 0, 40 e 80 kg ha-1 de N em aplicação única ou parcelada. O sulfato de amônio utilizado foi enriquecido em 15N (2,5 % de abundância). Em todos os tratamentos, avaliou-se a produtividade de matéria seca de tubérculos e parte aérea do milheto, assim como a composição isotópica do N nesses materiais. Demonstrou-se que a adubação tradicional é excessiva nesse solo, uma vez que a redução para 11 t ha-1 de esterco e 40 kg ha-1 de N mineral não resultou em queda de produtividade das culturas; no entanto, houve queda com a aplicação isolada de esterco. O milheto recuperou grande parte do N mineral adicionado à batatinha e mostrou ser uma alternativa como forrageira em condições de semiárido.