Príncipes negros nas festas de brancos: Poder, revolta e identidades escravas nas Minas setecentistas

Almanack. (2):114-125 DOI 10.1590/2236-463320110208

 

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Journal Title: Almanack

ISSN: 2236-4633 (Online)

Publisher: Universidade Federal de São Paulo

Society/Institution: Universidade Federal de São Paulo

LCC Subject Category: History America: Latin America. Spanish America

Country of publisher: Brazil

Language of fulltext: Spanish, Portuguese

Full-text formats available: PDF, HTML, XML, ePDF

 

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Renato da Silva Dias

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Double blind peer review

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Time From Submission to Publication: 32 weeks

 

Abstract | Full Text

Resumo Este artigo tem como objetivo principal apontar para a apropriação das festas religiosas pelos cativos nas Minas setecentistas a partir de um estudo de caso: a tentativa de sublevação escrava de 1719. Deseja-se também discutir a construção das identidades negras nesta capitania, destacando o confronto entre duas lógicas, a "étnica", trazida pelos africanos escravizados, e a "colonial", que incorpora identidades múltiplas. Na organização da sublevação estas duas lógicas estavam presentes, e o impasse criado no momento da escolha do líder da revolta resultou no seu desmantelamento. Longe de servir como mecanismo de controle social, a religião foi reinterpretada pelos cativos como forma de reconstruir suas identidades, para se protegerem e reafirmarem direitos. Do mesmo modo, as festas foram propícias para organizar sublevações.